Sarandë, Riviera Albanesa

Das montanhas para a praia! No sudeste da Europa, na Península dos Bálcãs, a Albânia é um país com litoral adriático e jônico, além do interior cortado por montanhas, os Alpes albaneses. Ter o acesso proibido durante tantos anos fez da Albânia o objeto de curiosidade de muita gente. Inclusive o nosso e, descobrimos que ela esconde lugares cheios de beleza natural e história.

Das Montanhas para a Praia!

Depois de três noites em Berat, lá fomos nós de novo, cedinho, pro estacionamento de ônibus e vans pra pegar a condução. Desta vez para Sarandë, no sul da Albânia. 1400 leke (62 reais) por pessoa e 5 looongas horas depois… chegamos! Mais quebrados que arroz de terceira, mas sãos e salvos! (Apesar de o motorista dirigir com uma só mão no volante o tempo todo – mesmo quando subíamos um desfiladeiro!)

Sarandë pertence à Prefeitura de Vlore, na chama Riviera Albanesa, e é banhada pelo mar Jônico. Fica, muito perto da ilha de Corfu, na Grécia e é, portanto, a base ideal para um bate e volta, como o que fizemos. 

A chegada

Ao chegar na cidade a surpresa foi que, como já era de se esperar, o ponto final do ônibus não era uma rodoviária, mas uma lanchonete no centro da cidade – a “Leandra e Alesia”, na Rruga Flamurit. Pegamos um taxi, embora o hotel fosse pertinho (cerca de 1 km), porque estávamos com malas e queríamos aprender o caminho. As informações sobre as paradas de ônibus podem ser encontradas no site Saranda Bus Station – Visit Saranda – Albania

Hotel Magllara

Normalmente quando a gente viaja cerca de 50% do orçamento vai só para a hospedagem. Costumamos ficar em lugares centrais para economizar tempo e, em geral, são caros. Mas não na Albânia! Ficamos no Hotel Magllara, em plena Avenida beira-mar, a Rruga Naim Frasheri. Sendo uma cidade de praia, quanto mais perto da orla, mais cara a hospedagem, entretanto como na Albânia as coisas são baratas, nos demos ao luxo de ficar de frente para o mar! Era só descer uma escadaria e já estávamos na praia. Pagamos 135 euros por 3 noites.

O hotel é um complexo avarandado, muito gostoso e o quarto tinha ar condicionado (o que foi ótimo, pois em pleno mês de maio já fazia um calor danado). Também tinha TV e minibar. A dona e a filha, muito simpáticas, nos ajudaram a buscar informações sobre o passeio para Ksamil e também sobre o ônibus para irmos dali para Elbasan. O café da manhã era excelente!

Dica: Como já tínhamos constatado em Tirana e Berat, embora os albaneses tomem café o tempo todo, não têm o hábito de tomar café da manhã na rua. Assim, quando for reservar a hospedagem, opte por uma que ofereça o café da manhã continental (café com leite, pão com manteiga, queijo e presunto e um suco)

Rruga Naim Frasheri

Ao chegar, de cara já sentimos a diferença ao sair de uma cidade tradicional e pequena nas montanhas (Berat) para uma cidade grande, litorânea e turística. Talvez pelas raízes gregas, pela proximidade com Corfu e também pelo histórico de invasões venezianas, Sarandë foi a cidade menos muçulmana que visitamos na Albânia. O vai e vem de turistas pelo calçadão, os restaurantes cheios a atmosfera de praia faz com que ela se pareça com qualquer outra, o que por um lado é bom porque para nós, ocidentais, o ambiente fica mais relaxado. A Rruga Naim Frasheri, o calçadão, é a principal avenida da cidade e é onde se concentram os melhores restaurantes, bares e hotéis. Ela se estende por toda a orla e vai até o Porto e à noite é para onde todos vão. Tem também quiosques de sorvete e crepes e ATMs.

Boulevard 90

E pra compensar as 5 horas de busum fomos jantar na orla! Literalmente descendo as escadarias do nosso hotel fica o Boulevard 90 (que aliás pertence à mesma familia – Magllara). O restaurante na Shëtitorja Naim Frashëri, o calçadão beira-mar, serve peixes e massas. Pedimos o robalo grelhado ( o cardápio tem tradução para inglês), fetuccine com salmão e um vinho branco geladinho. De sobremesa uma fatia de torta e frutas. Tudo muito gostoso e a atmosfera bem agradável. Como não era alta temporada e fomos cedo, o lugar estava tranquilo e tivemos bastante atenção dos garçons.

Uma das coisas mais gostosas para se fazer em Sarandë à noite é curtir um drink em um dos vários bares da orla. E o melhor de tudo é que não são tão caros. Normalmente um coquetel bacana sai em torno de 500 leke (24 reais). Há muitos bares para se escolher. Os mais próximos ao embarcadouro oferecem uma visão sensacional da baía. Um deles fica inclusive num barco estilo Piratas do Caribe!

Restaurante Gusto

Nosso último jantar em Sarandë. Fomos ao Gusto, um italiano no calçadão. Pedimos uma taça de vinho tinto e uma de rose, veio uma de branco e uma de rose. Tudo bem, tomamos. Pedimos uma entrada de prosciutto com melão, um risoto com alcachofra e um ravioli napolitano. Mortos de fome. Demora, que demora, resolvemos pedir um pãozinho pra ir comendo com o azeite que estava na mesa. Notamos que o garçom não entendeu nada quando dissemos “bread” então tentamos em italiano “panne”. No final ele nos trouxe 4 pedacinhos de bruschetta com tomate. Comemos. Finalmente chegaram os pratos. Quentinho se deliciosos. Mas nada da entrada. Perguntamos o garçom disse que estava vindo – depois da comida! Até pensamos em cancelar, mas no final resolvemos deixar pra lá. Por fim veio a entrada. Era prosciutto, mas no lugar do melão veio rúcula. Enfim, aprendemos que na Albânia você come o que te trouxerem, relaxa e aproveita o clima!

Bate e Volta em Corfu

Fazer a visita de um dia numa ilha grega, saindo de Sarandë é fácil. Seguimos a Rruga Naim Frasheri, à pé, até o Porto (cerca de 2 km do nosso hotel). Compramos o passeio na Finikas Lines (ao lado do terminal) e lá fomos nós para a Grécia! Veja os detalhes no post Ilha de Corfu

Bate e Volta em Ksamil e Butrint

A apenas 15 km de Sarandë fica a joia da costa, a famosa praia azul de Ksamil, além do Complexo Arqueólogico de Butrint, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com ruínas gregas e venezianas, que também aproveitamos para conhecer.

E de Sarandë fomos para El Basan para de lá continuar a viagem. Nossa última cidade na Albânia foi Shkodër, para onde rumamos depois de passar pela Macedônia.

Veja também

Tirana, Albânia

Berat e suas mil janelas

Ksamil – Paraíso Azul

Ruínas de Butrint

Shkodër, Albânia

Corfu, Grécia

Publicado por Adelijasluk

Adeli é formada em Letras e pós graduada em Recursos Humanos, fala quatro línguas e adora conhecer outras culturas. Curiosa e teimosa, nas horas vagas planeja itinerários próprios para as viagens com o marido. Edevaldo é funcionário público e cursou geografia e informática. Paciente, nas horas vagas estuda maneiras sensatas de viabilizar os itinerários da esposa. Viajam por conta própria e juntos já conheceram mais de 250 cidades em 36 países.

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